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Valor Máximo de Empréstimo Consignado.

Empréstimo consignado inss

Valor Máximo de Empréstimo Consignado

Valor máximo de empréstimo 30% do valor total da renda bruta comprovada.

Os limites de crédito são personalizados, calculados com base na renda, de acordo com as regras próprias de cada instituição financeira, porém a taxa de juros cobrada não pode ser superior a 2,50% ao mês, bem como não é permitida a cobrança de Taxa de Abertura de Crédito – TAC, e demais taxas administrativas que incidam sobre as operações de empréstimos e financiamentos , de forma que a taxa de juros expresse o custo efetivo do negócio

 NOTÍCIA NA WEB.

Fim do ano trará R$ 66 bi de crédito

Mais R$ 66,5 bilhões em recursos livres vão engordar as carteiras de crédito do sistema financeiro neste fim de ano, de setembro a dezembro, segundo estimativa da Tendências Consultoria. O volume é expressivo, porém, não suficiente para retomar a dinâmica do vigoroso ano de 2007, quando os saldos tiveram incremento de R$ 69 bilhões no último quadrimestre, em termos reais, conforme cálculos do Valor Data. O Brasil vai, no máximo, encostar nos R$ 67 bilhões de 2008, ano da quebra do Lehman Brothers. As carteiras de empréstimos para pessoas físicas, com adição estimada de R$ 40 bilhões no período, devem se firmar como o maior estoque, com R$ 560 bilhões, ultrapassando o saldo de pessoa jurídica, com R$ 547 bilhões, feito inédito no país num ano fechado. Somando-se os recursos direcionados, que contemplam, entre outras linhas, as carteiras de habitação, grandes alavancas do setor bancário neste ano, o crédito total da economia deve fechar 2010 com uma proporção de 48,6% do PIB, segundo o economista Alexandre Andrade, da Tendências. Mas há quem considere que há fôlego para mais, como o professor Ernesto Lozardo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que espera que os saldos ultrapassem a casa dos 50%. Olhando à frente, o vice-presidente de gerenciamento de risco do Citi, Victor Loyola, vislumbra uma relação crédito/PIB de até 54% no ano que vem e chegando a algo entre 65% e 70% em 2014. Um crescimento cadenciado, sem os arroubos do passado. No pós-crise, os bancos não se fiaram apenas no cenário benigno de recuperação da renda, aumento do emprego e inadimplência em baixa. Nas carteiras de pessoa física, a estratégia tem sido estimular as linhas com as melhores garantias, como consignado, veículos e habitação. E como a concorrência é forte nesses segmentos, juros e spreads estão apontando para baixo, diz Andrade. "O fim do aperto monetário contribuiu para esse movimento, que deve prosseguir nos próximos meses." Para se ter uma ideia, em agosto, as concessões no crédito com desconto em folha aumentaram 10,6% em relação a julho, o equivalente a R$ 6,9 bilhões. Os financiamentos de veículos, mesmo após o fim do estímulo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tiveram incremento de 9,8%, com R$ 10,1 bilhões desembolsados, o maior valor mensal da década. "As grandes carteiras que puxam o crédito pessoa física são as que trazem inadimplência menor e aquelas em que os juros são mais baixos, dando uma condição melhor de pagamento", diz o diretor do departamento de empréstimo e financiamento do Bradesco, Octavio de Lazari Junior. Para o executivo, tanto melhor que o crédito não tenha retomado o ritmo anterior à crise. "É bom para o sistema não perder o prumo, assim pode-se crescer consistentemente." Logo após a crise, quando se depararam com o aumento do consumo das classes emergentes, os bancos desconheciam o perfil dos estreantes. Mas, passados alguns meses, já sabem a qualidade desse contingente, diz o analista do Santander, Henrique Navarro. "As instituições são uníssonas em dizer que o novo consumidor é consciencioso, sabe quanto uma dívida cabe no orçamento", relata. "O aumento da renda ajuda nesse comportamento, o que resulta na baixa inadimplência." O tomador está mais propenso a pagar uma dívida do que a rolá-la e assim recompõe sua capacidade de pagamento na compra de uma outra mercadoria, diz o professor Lozardo, da FGV. "O consumidor está menos afoito diante da oferta nas casas de varejo, espera acabar um carnê antes de fazer outro." O forte aumento do estoque em agosto (2,2%, maior nível desde julho de 2009), para R$ 1,58 trilhão, já estava nas contas do Itaú Unibanco e não provocou revisão das projeções para o ano, de 20% a 25%. "Com novos entrantes no mercado consumidor, ganhos reais de salário e mais trabalho formal, era de se esperar que houvesse aceleração neste semestre", diz o diretor de controladoria, Rogério Calderon. No crédito imobiliário, que ainda representa um percentual pequeno nas carteiras de consumo, o plano do banco é desembolsar neste ano algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, 45% a 50% mais do que em 2009. O segmento de pequenas e médias empresas também tem mostrado ritmo vigoroso e o Itaú espera expansão de 25% a 30%. Apesar disso, a percepção é de que há muita concorrência entre as instituições financeiras pelas empresas pequenas e médias e mais oferta do que demanda, segundo o vice-presidente do Banco Fibra, Maercio Soncini. Com a crise, as companhias de médio porte passaram a se financiar dentro da sua cadeia produtiva e ainda estão se valendo desse expediente para as linhas de curto prazo, explica. "Há hoje uma tomada de crédito mais pragmática, mais racional do que em outros momentos de forte crescimento do PIB, a demanda está mais ligada a um evento específico, não mais para constituir caixa preventivamente." Fora do empréstimo bancário, as empresas estão encontrando boas fontes de financiamento como as captações no exterior ou o próprio mercado de capitais local, com emissão de debêntures ou ações, diz Andrade, da Tendências. O crédito à habitação, embora venha apresentando um ritmo sem precedentes - crescimento de 51% em 12 meses, com o saldo em R$ 120,6 bilhões - encontra um fator limitante na disposição de recursos, de um lado, e, de outro, nas taxas de juros, ainda altas para financiamentos de longo prazo, diz Victor Loyola, do Citi. "Nas economias que deram um salto na relação crédito/PIB, as carteiras imobiliárias tiveram um grande papel."

Fonte: Matéria lida no- Valor Econômico - 04/10/2010 Adriana Cotias | De São Paulo   

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