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  • Prazos máximo e mínimo: estão entre 6 e 60 meses,há convênios que chegam a 72 meses
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Não possuo mais margem consignável em minha folha

Sim com a manutenção dos pagamentos da prestação do empréstimo na mesma instituição financeira

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PONTO A PONTO Ministro da Previdência admite que mesmo depois do censo há indícios de irregularidades

O governo começou a passar um pente-fino em cerca de 2,4 milhões de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). São aposentadorias e pensões que, apesar de terem passado pelo censo previdenciário realizado entre 2005 e 2007, ainda apresentam irregularidades cadastrais. Na prática, trata-se de uma segunda etapa do recadastramento, feito justamente para atualizar a base de dados do INSS e cancelar pagamentos indevidos. O objetivo dessa nova verificação é saber se quadrilhas de fraudadores conseguiram burlar o censo e evitar o cancelamento do benefício irregular. “Vamos pegar esses dados e cruzar com outras informações, depurar, tratar o cadastro. Nesses cruzamentos, vamos apurar mais benefícios indevidos”, afirmou o ministro da Previdência Social, Luiz Marinho. Ele ressalta, no entanto, que nem todos os benefícios suspeitos são fraudulentos. Mas, de acordo com Marinho, há indícios de irregularidades nesse universo, que representa em torno de 14% do total de 17 milhões de aposentadorias e pensões recadastradas ao longo de 2007. “Esse trabalho é demorado, gigantesco. Eu não tenho uma máquina (computador) disponível só para isso, tenho que rodar nas ‘janelas’, de madrugada”, explicou. Nos últimos 30 anos, o INSS nunca teve um cadastro inquestionável.” As informações sobre esses benefícios estão sendo confrontadas com outras bases de dados da União, como a Receita Federal, o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), o Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisob) e o Sistema Único de Benefícios (SUB), entre outros. Os 2,4 milhões foram selecionados após análise feita em uma amostra de 81.188 benefícios que, mesmo já recadastrados, continuavam com forte suspeita de irregularidades. O censo foi feito pelos bancos, que apenas conferiram a documentação exigida pela Previdência (CPF e documento de identidade). Do lote que está sendo “periciado”, há irregularidades como a utilização de Número de Identificação do Trabalhador (NIT) de pessoas já falecidas; NIT errados e nomes do beneficiário ou da mãe também com erro. Há ainda casos de CPFs não cadastrados na base da Receita Federal. A previsão da equipe responsável pelo batimento dos cadastros é terminar a conferência dentro de quatro ou cinco meses. Para reduzir a ocorrência de novas fraudes, o governo vai investir somente este ano R$ 100 milhões nos sistemas de informática da Previdência. “Não tinha absolutamente nenhum controle do cadastro, dos processos. Estamos buscando blindar o sistema para evitar novas fraudes”, afirmou. Na entrevista concedida ao Correio na última quarta-feira, Luiz Marinho também descartou o envio da proposta de reforma da Previdência ainda este ano ao Congresso. Segundo ele, não há clima político devido às eleições municipais em todo o país no segundo semestre. “Não adianta a gente querer fazer uma reforma em 2008, ano de eleição não adianta. Então, acho que devemos priorizar medidas pontuais, que nós temos condições de fazer andar, criando ambiente para uma reforma, em 2009, preservando os direitos adquiridos”, afirmou o ministro. Marinho disse ainda que o Fórum Nacional de Previdência Social, que se reuniu no ano passado mas não chegou a consensos nos pontos cruciais, como adoção de idade mínima ou aumento do tempo de contribuição, ainda vai apresentar ao presidente Lula os resultados da negociação entre governo, empresários e trabalhadores. Para o ministro, não há pressa em se mudar as regras, pois o déficit da Previdência está em trajetória de queda. Segundo Marinho, essa folga é garantida pelas melhorias de gestão e pelo crescimento econômico, que este ano deverá reduzir o déficit a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país. No ano passado, essa relação estava em 1,72%. Em 2006, era 1,80%. Leia a seguir os principais trechos da entrevista: Recadastramento não corrigiu as falhas Crédito consignado Em outubro de 2005, qual era a situação? Era de caos, não tinha prazo, não tinha teto, então era qualquer taxa, o mercado se regulava. A discussão foi de que nós precisávamos dar uma freada de arranjo da carga. Então trouxe para (o máximo de ) 36 meses (no prazo dos empréstimos), com teto (de juros, hoje em 2,64% ao mês). Qual era o receio do Ministério da Fazenda? O receio era de que o pior crédito é aquele inexistente. Então vamos imaginar: você coloca um teto que os bancos vão dizer ‘nesse patamar eu não opero’, o crédito não existe. Não adianta falar que tem que ser (juro de) 1% ao mês. Alguém oferece 1% ao mês? Se não oferecer, grande coisa. Mudanças nas regras Colocamos o teto, funcionou. Mas tinha uma reivindicação dos aposentados que nós não tínhamos resolvido, que era o cartão de crédito. Aí nós resolvemos fazer as mudanças para atender. Reduzimos de 30% para 20% (a margem consignável e instituímos o cartão de crédito. Tecnicamente, eu precisei fazer uma reserva para não ferir a Lei do Consignado, enquadrar (tudo) dentro dos 30%. Pode ter gente que não queira trabalhar com o cartão de crédito, mas gostava muito de trabalhar com os 30% no empréstimo. Hoje ele tem 20%, mas quando alonga pode trabalhar mais ou menos com os mesmos valores. Se o cidadão quiser só o consignado, são só os 20%. Por isso que eu estendi o prazo. Se ele quiser só o cartão, também não pode carregar os 30% sobre o cartão, é só os 10%. Endividamento Eu insisti com as entidades de aposentados para que fizessem campanhas, que orientassem o pessoal, que precisa saber usar o cartão. O cartão não é para as pessoas fazerem parcelas, porque o juro é adicional ao do consignado, mas é para propiciar compras de 30, 40 dias, sem pagar absolutamente nada de juros. Chega no final do mês, o aposentado precisa comprar um remédio e não tem dinheiro, o cartão de crédito dá essa condição. Ele vai lá e compra, daí recebe o pagamento e paga o cartão, sem juros. Isso pode ser reavaliado. Nós pedimos para as entidades trabalharem com seus filiados, e nós vamos também colocar no holerite a mensagem de alerta em relação ao endividamento. O cidadão não pode fazer o empréstimo se ele não está necessitando. É um bom instrumento, mas é preciso saber trabalhar. Leilão da folha O grupo de trabalho está montado. Nós temos, na pior da hipóteses, até o final de maio para chegar a uma proposta. Se não tiver, nós vamos ter que caminhar para os leilões. Se houver bom senso das instituições financeiras (bancos), nós encontraremos uma negociação que seja boa para todo mundo. Esse receio (de fazer o leilão) está resolvido. Eu tenho convicção de que não é a melhor alternativa, mas isso pouco importa. Também tenho convicção de que os bancos têm que pagar por isso (pela folha de pagamento do INSS). Se não for por bem, por processo de negociação, onde a gente abra as planilhas de custo, para que eles (bancos) não tenham prejuízo, vamos ter que enfrentar a eventual turbulência e fazer os leilões. Recado aos bancos Não estou pedindo para eles (bancos) fazerem caridade, não se trata disso. Tanto é que os bancos recebiam, nós empurramos eles para não receber (desde setembro o governo suspendeu o pagamento às instituições, cerca de R$ 250 milhões por ano), e ninguém ameaçou de suspender o serviço. O banqueiro que ameaçou, eu disse: ‘quantos meses você vai me dar de transição, vamos discutir a transição, e aí ele disse não, não, não, não me leve a mal…’ Se ameaçarem tirar o serviço, eu tenho plano de contingência. Os aposentados não ficarão sem receber. Se um banco quiser trucar que está fora, vai ficar fora, não tem essa. Com Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os bancos estaduais, além dos bancos privados que já falaram que topam, eu monto o plano de contingência, tiro o ‘bancão’ grande que quiser ficar fora. Vários bancos já reconheceram que (a folha do INSS) tem valor. Então, os bancos que não brinquem com isso. Combate à fraude Estamos buscando blindar o sistema para evitar novas fraudes. Infelizmente, a privatização da Datamec (empresa de processamento de dados da Caixa Econômica Federal, vendida para a Unisys em 1999) foi criminosa. Passou toda a memória, o cadastro (do INSS) para a Unisys. Até hoje, nós ainda não nos libertamos disso. Estamos trabalhando, investindo pesado. A Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) era um lixo, não podia ser chamada de empresa de tecnologia. Estamos dando um choque de gestão, conseguimos garantir recursos para os investimentos. Para blindar o sistema, você precisa investir em segurança, em novos equipamentos, novo modelo de gestão, capacitar os servidores, para mudar a cara da Previdência. O bom serviço lá na ponta depende das ferramentas de gestão e controle. Vamos chegar, no final de 2009, com uma situação completamente diferente, com agilidade no atendimento, incluindo a saída da Unisys.

Fonte: Matéria lida no-Entrevista - Luiz Marinho Correio Braziliense - 10/02/2008 Marcelo Tokarski Da equipe do Correio   

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