Febraban é contra teto para consignado |BMG

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é contra o teto fixado pelo governo para os juros do crédito consignado concedido a aposentados e pensionistas do INSS. "O custo é diferente para cada banco e em cada região do País. Por isso, é complicado definir um teto para as taxas", disse o presidente da entidade, Márcio Cypriano. Ele acredita que ainda é cedo para falar em desinteresse das instituições financeiras por esse crédito em razão da medida do governo. Entretanto, afirmou que cada banco deverá reavaliar os custos de conceder um empréstimo em cada Estado do País para decidir se continuará operando. "Se o custo for superior aos 2,9%, a operação deverá ser paralisada". O consignado foi uma das modalidades de crédito que mais cresceram no País no ano passado, puxado, principalmente, pelas operações a aposentados e pensionistas do INSS. Tanto os bancos de grande porte como os médios e pequenos atuam nesse segmento. Cypriano, que é presidente do Bradesco, participou da abertura do CIAB 2006 - Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras -, que se encerra amanhã no Transamérica ExpoCenter, em São Paulo. EQUIPAMENTOS Os bancos deverão gastar R$ 19,6 bilhões com tecnologia neste ano. O volume é 11% maior que o investido no ano passado. Segundo Márcio Cypriano, do total previsto para este ano, R$ 14,3 bilhões serão despesas com modernização e segurança, enquanto R$ 5,3 bilhões serão investidos em novas tecnologias e infra-estrutura. "Os bancos devem gastar de 8% a 10% dos R$ 14,3 bilhões com mecanismos para evitar fraudes eletrônicas. É um custo elevado", afirmou. O sistema financeiro possui uma rede de atendimento de 124 mil pontos, contando agências, postos eletrônicos e correspondentes. Há no País 768 caixas eletrônicos para cada milhão de habitantes, contra 909 na Inglaterra, 703 na França e 682 na Itália. "Estamos em pé de igualdade com os países desenvolvidos, tanto em quantidade quanto em qualidade", disse Cypriano. O número de caixas eletrônicos cresceu 5% em 2005, mas aumentou o número de terminais que executam funções múltiplas.

Fonte: Matéria lida no= O Estado de S. Paulo - 22/06/2006 Silvia Fregoni   

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Bancos criticam taxa máxima de juros para essa linha de crédito

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