Lula e o cartão de crédito vinculado ao benefício INSS. |BMG

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a comemoração dos 85 anos da Previdência Social para advertir os aposentados e pensionistas do INSS a não gastarem muito com o cartão de crédito vinculado ao benefício. Numa referência à crise no setor imobiliário americano, que tem agitado os mercados nos últimos dias, o presidente disse que o problema nos EUA começou com o descontrole de gastos. Lula lembrou que o incentivo à expansão do cartão de crédito para beneficiários do INSS foi uma reivindicação dos aposentados: - Esta é uma conquista importante. Mas é preciso tomar cuidado com o cartão de crédito.    Essa crise americana também tem um pouco a ver com o cartão de crédito, porque, se a gente não tem que botar a mão no bolso para gastar dinheiro, a gente vai gastando mais do que se tivesse que tirar uma notinha do bolso. Recentemente, o governo ampliou de 36 para 60 meses o prazo de pagamento dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. Também alterou a margem de consignação (limite de comprometimento das parcelas mensais em relação ao valor do benefício), de 30% para 20% no crédito convencional, mantendo 10% no cartão. Para incentivar o consignado via cartão de crédito, o governo cedeu ao pedido dos bancos e fixou em 3,70% ao mês o teto dos juros cobrado nessa modalidade. No empréstimo tradicional, a taxa é de 2,64% ao mês. Além disso, as instituições poderão cobrar até R$15 na emissão do cartão, mais R$3,90 a título de seguro contra roubo, furto e extravio. Lula: próxima geração terá novo modelo previdenciário Durante a cerimônia, Lula afirmou que o crescimento do emprego e a formalização do mercado contribuirão para reduzir o atual déficit do INSS. No entanto, o presidente reconheceu que as condições dos trabalhadores daqui a 30 ou 40 anos serão diferentes e que, por isso, não tem dúvida de que essa geração deve ter um outro sistema de aposentadoria. Mesmo ressaltando a necessidade de consenso para fechar uma reforma, Lula sinalizou que não abandonou a idéia de instituir um novo modelo previdenciário "para os nossos netos, sem mexer nos direitos adquiridos que a nossa geração conquistou". - Não tenho dúvida de que a geração que virá depois de nós pode ter outro regime previdenciário. Necessariamente, daqui 30 ou 40 anos, as condições de trabalho não serão as mesmas - afirmou o presidente. - Na hora que a gente convencer a economia informal de que é importante contribuir com a Previdência Social, a gente vai perceber que, em poucos anos, nós vamos resolver o problema do déficit da Previdência O déficit da Previdência Social em 2007 foi de R$46 bilhões - ou 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), melhor resultado em oito anos. A projeção do governo para os próximos anos até 2011 é que ele fique na faixa dos R$44 bilhões.

Fonte: Matéria lida no O Globo - 25/01/2008 Geralda Doca e Luiza Damé   

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Lula: cuidado com o cartão de crédito

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