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Cobrança difícil

e acordo com o diretor do FGTS, a maior parte dos débitos em cobrança judicial é antiga, muitos ainda do tempo em que a fiscalização era feita pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — até os anos 80. Além do fato de muitas empresas não pagarem suas dívidas, dos juros e das multas, o estoque triplicou porque a Caixa e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional levantaram nos últimos três anos antigos débitos que tinham sido lavrados pelo INSS, mas que não haviam sido incluídos na Dívida Ativa da União. Muitas das empresas nem existem mais e, por isso, a cobrança é mais difícil. Segundo o coordenador-geral da Dívida Ativa da União, Agostinho Netto, os processos na Justiça levam pelo menos cinco anos, como ocorre com as demais ações judiciais. Quando sai a decisão da Justiça mandando pagar, é preciso correr atrás dos bens dos antigos patrões, o que é tarefa difícil. A boa notícia é que em dezembro passado a Caixa atingiu um recorde de adimplência nos parcelamentos, de 92%. Isso significa que as empresas que devem e renegociaram suas dívidas estão recolhendo as parcelas regularmente. Além disso, estão mantendo os novos depósitos de cada mês em dia, conforme vão vencendo. Segundo o diretor do Fundo, a vantagem do parcelamento é que obriga a empresa a não mais atrasar os depósitos referentes ao salário pago em cada mês. Antes, o índice de adimplência era muito baixo.‘‘As empresas faziam o parcelamento só para obter o Certificado de Regularidade do FGTS (CRF). Pagavam a primeira parcela e suspendiam o recolhimento no mês seguinte’’, conta Lima. Isso porque até 2000 o CRF tinha validade de seis meses. Agora, ele só dura 30 dias. Isso, segundo Lima, obriga a empresa a manter em dia suas obrigações com os empregados.

Fonte: Matéria lida no - Correio Braziliense - 26/05/2003 Ana D’Angelo Do Estado de Minas   

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